quarta-feira, 15 de junho de 2016

Saint Seiya - A Saga da Safira - Capítulo 2


No século XIX, exatamente 1 século depois da Guerra Santa contra Hades em que Dohko de Libra e Shion de Áries participaram, a Terra volta à paz. Com Sasha, a reencarnação da Deusa Athena sumida, o santuário volta a ficar à mercê de perigos.


Notas do Capítulo:
- Algumas armaduras tiveram sua coloração modificada, como a do cruzeiro do sul, escudo e flecha;
- As armaduras de escudo e cruzeiro do sul foram descritas com base nas imagens oficiais do jogo Saint Seiya on line;
Altair é o nome dado à estrela alfa da constelação de águia;
Acubens é o nome dado à estrela alfa da constelação de cancêr.

Capítulo 2 :  Aquele que sonha alto, Shee, o serviçal da casa de Câncer!

O Santuário de Atena. Lar dos maiores cavaleiros, guerreiros protetores da esperança e da justiça. Guerreiros esses que contam com a proteção das 88 constelações em formato de poderosas armaduras. Regido pelo Grande Mestre, responsável pela proteção deste solo sagrado na ausência da grande deusa, o santuário vive em paz, até que...
– N-Não posso ser derrotada assim... - diz a amazona se movendo com dificuldade – Pelo menos um golpe eu ainda posso desferir contra você! - o cosmo da amazona queima novamente, a barbatana do braço direito dela começa a manifestar uma energia de água – Lâmina Cortante!!!
A amazona move seu braço direito para a frente lançando a lâmina de água, porém, o guerreiro cruza os braços se defendendo.
– Nossa... Essa foi por pouco! Foi realmente um poder incrível, digno de uma amazona de prata. - diz o guerreiro – Mas era óbvio que eu não morreria tão fácil assim, você no máximo conseguiu me ferir e... - o guerreiro logo percebe que a amazona na frente dele estava morta. Seu corpo havia congelado por completo – Morreu... Tola, gastou suas últimas energias dessa forma... Muito bem, acho que meu trabalho terminou aqui.
Como que em instantes de segundos, a imagem de uma ave avança contra o guerreiro que desvia rapidamente e olha assustado.
– O quê?! - diz ele sem entender – O que foi isso?!
– Aquilo fui eu! - diz um rapaz de cabelos castanhos e curtos. Ele trajava uma armadura azul de prata com detalhes brancos. A armadura cobria seu peitoral, ombro e braço direito, assim como as batatas das pernas. Em sua cabeça havia uma tiara com o rosto de uma ave – Altair de Águia! Eu serei seu oponente!
– Hahaha, tolo! – ria o invasor com desprezo em sua voz – Acha mesmo que pode fazer alguma coisa? Sua companheira, que é da mesma patente, não conseguiu, o que te faz achar que você irá? Não seja insolente! Morra, Altair de Águia! Sinta o poder da minha Nevasca Mortal!
Aulo queima seu cosmo fazendo com que o ar em sua volta se acumulasse e esfriasse intensamente, ele então estica seus dois braços lançando uma poderosa nevasca contra Altair. O cavaleiro de prata começa a sentir seu corpo congelando de baixo para cima.
– O-O quê?! O que está acontecendo?!
– Esse é o terrível poder da minha técnica Nevasca Mortal. Nesse momento seu corpo deve estar congelando a um nível próximo do zero absoluto, você já não consegue se mover e aos poucos uma espécie de esquife de gelo está de formando como pode ver.
Altair olha para seu corpo e vê que de fato havia se formado um fino esquife de gelo em volta de seu corpo cobrindo por fim sua cabeça.
– Hunpf, pelo visto esses cavaleiros de Atena são todos fracos. Se essa é a segunda patente do exército da deusa, a invasão ao santuário não será um problema. No momento os outros soldados já devem estar passando pelas 12 casas para irem ao salão do Grande Mestre.
O esquife começa a emanar uma energia muito forte que chama a atenção do invasor. Ele olha assustado e surpreso, o esquife começava a vibrar e então se quebra em pedaços.
– Então vocês planejam invadir o salão do Grande Mestre, aquele que guarda o Santuário de Atena, não é? Alguém precisa avisar os outros cavaleiros!!
– N-Não é possível! Como conseguiu escapar do esquife criado pela minha técnica?! Não importa, sinta novamente o poder da minha Nevasca Mortal!
Aulo lança novamente seu golpe contra Altair, no entanto dessa vez, o cavaleiro de prata segura o golpe com apenas uma mão.
– N-Não pode ser!! Como você parou meu golpe?!
– Idiota, não subestime o poder de um cavaleiro de Atena! O mesmo golpe não funciona contra nós 2 vezes!! Vá direto para o inferno... Soco Aéreo!
Altair corre na direção do adversário fazendo um movimento aéreo junto com seu punho que se torna uma águia e atinge o inimigo em cheio que cai praticamente morto no chão, cuspindo sangue. Altair olha pro seu próprio punho.
– Droga, nem precisei usar toda a minha força. Mas isso não importa agora, tenho que avisar a todos.
– Hahaha – dizia Aulo caído no chão, quase co falecendo – A essa altura, nosso exército já deve estar pelo menos passando pela segunda casa zodiacal, outros já devem estar até mais a frente...
– Se é assim devo sair correndo o mais rápido possível... – Altair corre em direção às 12 casas. - Preciso chegar logo, caso contrário... Poderá ser tarde demais! – com esse pensamento, o cavaleiro corre o mais rápido possível desaparecendo da vista do inimigo que cospe mais sangue e morre finalmente.
Enquanto o cavaleiro de prata corria para avisar a todos, próximo à casa de gêmeos, Shee era ainda perturbado por Ian e Kraisto.
– Por que não me deixam em paz, hein? – reclamava Shee.
– Garoto, só queremos que abra os seus olhos... – dizia Ian.
– ... Você jamais vai conseguir ser um cavaleiro de ouro, você sequer consegue ser um de bronze. – completava Kraisto – Não queremos que você viva se iludindo. Um mero criado da casa de câncer jamais poderá ser um cavaleiro, jamais.
Os 3 acabam se deparando com outro cavaleiro que parava diante deles. Esse cavaleiro, ao contrário de seus colegas de prata, já trajava sua armadura. Era uma armadura prateada com detalhes azuis nas ombreiras. No peitoral havia um círculo rosa. Havia um cinto que protegia a cintura com o que seria a ponta de uma flecha como “fivela”. A proteção do braço direito lembrava aquela penugem na parte de trás de uma flecha, porém, essa era de prata com detalhes em azul. O restante era uma proteção normal que protegia braços e ante-braços assim como toda a perna.
– Olá, Maya. – dizia Kraisto – Não vai acreditar na bobagem que Shee está dizendo! Hahahaha.
– Eu ouvi. – dizia Maya com um tom de seriedade – Vocês deveriam vestir suas armaduras agora.
– Hm? – estranhava Ian – Por que? O que houve?
– Percebi uma certa movimentação estranha pelos arredores, alguns cosmos estranhos, diferentes dos que costumo sentir pelo santuário. Estou indo checar as coisas.
– Vamos com você! – Diz Ian – Shee, vá agora mesmo para a casa de câncer, lá você estará seguro.
– Mas, eu também quero lutar! – insistia Shee.
– Idiota! – diz Maya expelindo um pouco de seu cosmo contra o rapaz que é empurrado para o chão – Você não consegue se defender nem de uma pequena quantidade do meu cosmo, como acha que pode defender o santuário? Não seja tolo, vá de uma vez!
Ian e Kraisto então puxam a alavanca nas suas caixas de pandora que se abrem emitindo uma forte luz, a armadura de Kraisto era toda de um azul prateado um pouco claro, no formato de uma cruz. Ela se desmonta e voa em direção ao cavaleiro que estica seus braços. A armadura se monta revestindo o corpo do cavaleiro. Ela protegia os ombros, peitoral, pernas, cintura e na cabeça uma tiara. Já a armadura de Ian era uma prata alaranjada de um brilho intenso, tinha o formato do que seria o peitoral de alguém com braços segurando um escudo. A armadura se desmonta e voa em direção ao cavaleiro que também estica os braços. A armadura se monta revestindo as pernas, os braços, cintura e cabeça onde havia uma tiara. No braço direito, Ian segurava um escudo enorme.
Os 3 cavaleiros de prata saem correndo em direção à casa de touro por onde deveriam passar até a casa de áries para enfim chegarem ao início das escadarias. Desolado, Shee caminha em direção à casa de câncer obedecendo as ordens dos 3.
– Isso é injusto! – diz o rapaz chutando uma pedrinha – Nenhum cavaleiro me respeita aqui. Apenas a Mestra Acubens e o mestre Dohko que são bondosos comigo... Se ao menos eu conseguisse despertar o cosmo...
– Não fique assim! – dizia uma voz feminina que ecoava na cabeça de Shee que olha e vê um rastro de luz gasosa.
– Oh, é você, Mi. – diz Shee para aquela luz gasosa – Você é o único que insiste em me acompanhar também.
– Eu acredito em você. Sei que em breve nos encontraremos, sinto um poder enorme querendo sair a qualquer hora.
– Começo a duvidar disso... – dizia Shee cabisbaixo.
A essa altura, ele já havia passado pelas redondezas da casa de gêmeos e estava próximo da casa de câncer. Por ser um criado direto da amazona de câncer, ele sabia todas as formas de evitar passar por dentro das casas. O rapaz se senta nas escadas olhando para a casa de sua mestra, que era também seu lar. Ele suspira desanimado enquanto o feixe de luz o circulava.
– Não era assim que imaginava que seria minha vida quando a mestra Acubens me encontrou...
Shee era um garoto de 14 anos atualmente, porém, há 7 anos atrás, sua vida mudou completamente. Ele lembrava bem daquele dia, ele dormia numa pequena casinha com seus tios, a mãe morrera no seu parto e seu pai o havia deixado com os tios e se matado. Apesar de uma noite quente, Shee acorda suando sem parar, estava quente demais, mesmo para o clima daquela noite. Ele abre os olhos e olha assustado.
– Isso é... – diz ele ao sentir um cheiro de queimado – Fogo!!! Tio, tia!!!
O garoto sai correndo em direção ao quarto dos tios mas a casa já estava tomada pelo fogo. Ele gritava desesperado sem conseguir enxergar nada além das chamas em volta dele. Uma luz gasosa surge diante dele.
– Venha! É por aqui!! – dizia a voz feminina.
– O que?! Q-Quem está aí?
– Eu me chamo Mi, rápido! Não temos tempo!!
– Espera... Você é... Essa luz?!
– Isso mesmo, eu vou te levar pra fora da casa.
– Mas, os meus tios... Eles...
– Já é tarde demais para eles, mas você ainda pode se salvar!!! Venha, eu te mostrarei o caminho!
Shee enxuga os olhos e concorda. A luz o guia até o lado de fora da casa que desaba com todo aquele fogo. O garoto cai em prantos até pegar no sono. No dia seguinte, ele acorda ao ouvir o barulho de metal, ou algo parecido. Uma luz forte bate em seus olhos. Com dificuldade, ele vê alguém se aproximar, era uma mulher trajando uma armadura de ouro com uma capa branca enorme atrás e com seu rosto coberto por uma máscara. Tinha longos e finos cabelos num tom vermelho escuro. Sua máscara era de ouro branco com listras azul escuro em volta e duas simulações de sombras por cima da região dos olhos. Ela retira sua máscara revelando seu rosto. Ela possuía lindos olhos verdes.
– Q-Quem é você? – diz Shee.
– Eu me chamo Acubens.
– Essa armadura... – dizia o garoto a olhando – Você é uma amazona de Atena?
– Isso mesmo. – diz ela esticando sua mão – Vamos?
– Pra onde? – diz ele tocando a mão dela e se levantando.
– Para um lugar mais seguro. Eu cuidarei de você a partir de hoje.
Shee abre o sorriso e sai andando de mãos dadas com Acubens que segurava sua máscara na outra mão. A luz gasosa os seguiam.
As lembranças de Shee são interrompidas por Mi que o chamava insistentemente.
– Shee! Shee!
– O que foi, Mi? – diz o rapaz já cansado de ouvir o espírito o chamar. Ele então olha mais a frente e vê soldados de armadura safira o cercar – Hã?! Quem são vocês?
– Hahahaha, se deu mal garoto! – dizia um dos soldados – Hoje pelo visto não é o seu dia! – dizia outro.
Continua...
Personagens que apareceram nesse capítulo:


Altair de Águia

Kraisto

Yan

Maya de Sagita

Acubens de Câncer

Aulo de Vento Congelante

Soldado Safira
Shee

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